Em São Paulo mais de trezentos mil gêeleesses se reuniram semana retrasada para mostrarem ao mundo que a opção para se apaziguarem é uma questão de furo íntimo, como disse certo cronista que não lembro-me seu nome agora, enquanto na Alemanha os sete mais resolvidos e a Rússia, se fecharam em copa numa cúpula para uma cópula anual. Paralelo a esse bacanal dos ricões o G-5, grupo de fundidos querendo alcançar os prazeres do primeiro mundo também se reuniu, e Lula estava lá presente e talvez tenha dito que o programa sexual brasileiro de combate à aids não é band-aid, e sim um programa duro, austero, penetrante.
É uma questão histórica o bem-estar do primeiro mundo, julgo, depois de ter passado pela primeira e segunda guerra mundial. Os gls sabem que terão que enfrentar mais do que duas guerras mundiais para que os preconceitos que caem sobre si sejam banidos de forma ampla, geral e irrestrita, mas o movimento está conseguindo esse tento. Estados Unidos e Europa, pelo que é divulgado na imprensa, essa onda de quadris é respeitada e cada vez menos despeitada.
O progresso econômico na China é veloz, moroso na democracia e mortal para quem assume sua condição homossexual. Movimento gay por lá é na base da guilhotina. Repito, o progresso econômico chinês vai chupando todo o mundo e as democracias ocidentais reforçam que a primazia é a transação comercial, que se dane se a china é um regime repressor. A China não dá pra ninguém: bolas.
O famoso Grupo Gay da Bahia é modelo brasileiro de que não tem o que esconder. Que Bento XVI com sua homilia boxeadora condene o homossexualismo em qualquer canto do mundo, menos nos quintais de suas abobadas celestiais; que os skinheads paulistas agressores de gays, nordestinos e negros pitibuem constantemente; que os falsos moralistas berrem... Mas os que se amam sob o véu do arco-íris estão gozando cada vez mais a expansão dos assumidos.
Leio agora no jornal que haverá uma parada gay, da parada, na Cidade Santa. Os gays de Israel não são diferentes, em termos de opção, de... Chuta aí uma cidade... Digamos, de qualquer cidade do interior do Piauí, do interior de Passo Fundo no Rio Grande do Sul, etc. A diferença é de que vão ter que enfrentar a comunidade ultra-ortodoxa judaica. O pau vai comer, o santo vai baixar. A manifestação terá um percurso de apenas 500 metros com 7.500 agentes.
Se a Ministra turista Marta Rocha do PT – que só não foi Ministra das Cidades, Favelas e Fazendas Dos Que Apóiam Lula porque tinha três centímetros a mais de coxa branca – tivesse pronunciado sua sentença aérea de ‘relaxar e gozar’ um pouco antes da Parada Movimentada do Orgulho do Retrato de Dorian Gray, certamente São Paulo recepcionaria os milhares de assumidos e os poucos sumidos gays de forma inusitada. Camas espalhadas nos aeroportos, beliches espalhados nas calçadas... e o sexo rolando solto na maior manifestação de Relações Públicas que um curso superior não imaginaria acontecer. Todos transando de forma e conteúdo libertinos, e até a rua Ypiranga cruzando com a Avenida São João, que com certeza gerou o Bexiga.
Edups.
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