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quinta-feira, dezembro 18, 2008

Dólar do lar

Na linha do equador dependurei minha carteira de dinheiro, era real, a era real, a rima do cordel na linha evolutiva do crioulo doido, um dólar furado sequer não tenho, durango kid só existe no gibi, como disse a beleza do maluco, e no tiroteio da queda das bolsas de valores globalizados, dei enter ao invés de deletar as manchetes manchadas de publicidade em vendagens de jornais em folhas mortas, secas, outonais, uma árvore para um pergaminho em análises econômicas – logo logo os ecólogos ecoarão mil decibéis - de entendidos para entendidos, entediados para os não entendidos percebidos como as vítimas das bolsas sem vidas. No som dgital do rádio, no hd da tv plana, na instantâneidade internética, todas as ondas estão ocupadas com a ascensão e queda do império romano dos EUA do dólar. Cadê o Protógenes para enquadrar a próstata do dólar, enfiar o dedo na ferida e Heloísa Helena berrar aos quatro ventos que o mundo está com câncer, cansado da especulação da roda financeira desde que o homem inventou a roda com dois dinheiros oferecidos na boca do caixa do FED. Os juros de Judas Iscariotes não renderam dois por cento sequer no miolo da moral do homem servido no banquete socrático-aristotélico em amor platônico pelo vil metal da banda podre do heave metal, onde a punkadaria do rock inglês suscitou o som rude da batida forte, com açúcar, limão e vodka. Todos estão putin com esse auê de que a China não é brinquedo não e só vai crescer cinco por cento na ciranda cirandinha financeira carniceira. Obama proclama que se consuma, Lula, nas pesquisas de desempenho, é fato consumado, o ipi dos autos zerou a alíquota da bolsa família segundo o IBOPE – Batalhão de Operações Policiais Especiais. Pra não deixar a meleca da peteca da pataca cair os EUA injetou insulina na veia 800 bilhões de dólares para respirar através de aparelhos e reativa o crédito, um grande espirro nos mercados internacionais, alívio momentâneo, e agora posso ir na loja de um-e-noventa-e-nove e comprar os presentes de natal, adquirir uma guirlanda e botar na cabeça de Obama, o menino-jesus da nova ordem política mundial, a esperança na manjedoura, os apóstolos a postos no revigoramento do cambio flutuante rezando para que se repita o tricampeonato de São Paulo, sempre na primeira, modelo de fé, de foot, com louvor a ascensão de São Jorge para os campos dourados e a descida aos infernos dos mares tenebrosos do navegante vasco da gama. Mas depois da tempestade vem a caçamba para carregar os entulhos, os embrulhos, os orgulhos, os mergulhos. O admirável mundo novo se anunciará em trombetas pernetas de som agudo da fundura do pré sal, o alimento, o condimento a temperar a orla marítima das férias no verão que se anuncia nos biquínis e cangas, frutos sagrados do triângulo das bermudas a se perder a nova ordem mundial de demissões de trabalhadores do primeiro mundo, atravancando máquinas fabris em ritmos febris, travando a produção em escala do consumismo com si mesmo, surgindo os salvadores anticrises na crise da crase da nova ortografia portuguesa que se anuncia em anúncio oficial de letras garrafais, em porres homéricos da divina e maravilhosa comédia carioca, rio de janeiro, rir para não chorar de bolas perdidas num pobre futebol que já fui! na linguagem colocada de escanteio no caderno-monitor do computador escrito pelo lápis Jonhn faber, teclado em garranchos de pensamentos desconexos em conexão com a evolução do bê-a-bá da pós modernidade de cinqüenta polegadas digitais, imagens límpidas, sons perfeitos, mas não digeridos por dois por cento de sua cabeça, animal. A repetência escolar assinalada na ponta da agulha estatística do IBGE não consegue furar o bloqueio econômico destinando verbas suficientes para se ver eva e a vulva da uva que ela viu. Enquanto o sol previamente esquenta a cuca o pré sal alonga os pingos de águas nas tampinhas de garrafas no banquete dos mosquitos da dengue. O dengo de primeiro mundo é xongas.