2007. Brasil. A porta do carro abre e de imediato é fechada e sai em disparada arrastando e manchando o corpo infantil brasileiro. Com uma demão de tinta preta o pincel dá a tonalidade da mortalidade de geração pós geração do pó branco. O guri consome merla noturna na porta das Casas Bahia ACM; o político mela o código e na esquina da Daslu cheira o artigo constitucional da imunidade parlamentar.
O bombardeio das favelas cariôcas, tanto pelo armamento pesado a ouro branco dos organizados malandros, quanto pela artilharia pesada à pena dos desorganizados otários pms é refletido pela Escola de Frankfurt, tão admirada por Darcy Ribeiro, scholar de tempo integral nos brizolões. Foi lá, no Morro do Alemão de Berlim que Habermas e sua troupe desvendou o crime organizado da alienação cultural da sociedade de consumo da droga política.
Em 1937 Picasso, aumentativo de pincel, já derramava tinta na arcada dentária banguela – na interpretação antropomusical de Caê Levi-Strauss - de balas perdidas das favelas do Rio de Janeiro a Dezembro. Premonição de que Guernica, cidade homônima, era bala de borracha com seus 1.654 mortos e 889 feridos, população de 7.000 habitantes, uma guerra nanica, e o Rio tinha a proporção de sua tela, 3,5m de altura por 7,80m de largura. Esse é o tamanho do buraco do Rio de Janeiro continua lindo, quer queiramos e queremos sim.
Nos matizes da tela picassiana e no imaginário deste cronista, um facão está enterrado entre os chifres de uma vaca, bufando com o sangue escorrendo olhos abaixo, babando saliva de indignação, e, de repente, ela irrompe a sala da Comissão de Ética do Senado Federal. Atônitos, perplexos, todos ficaram, lógico, menos os latifundiários daquele hectário forrado de estrume regimental e cercado por alíneas e parágrafos farpados. O presidente Rena Cangaceiros acalmou a todos e sorriu o riso misterioso de cara mona lisa. Melou o dedo sobre o sangue do belzebu e solenizou que tinha sangue azul e por isso não descolava o rabo bovino da cadeira senatorial.
Formigas mecânicas cavavam o túnel do tempo rumo ao Japão no oco da terra, pois o progresso desvairado da paulicéia desvairada quer alcançar os circuitos eletrônicos do sol poente, quer rasgar os olhos da terra custe o que afundar a caixa craniana da última camada de solo. O metrô repleto de autoridades descarrilou, mas todos 'sartaram' e a manezada tatu é que pagou o patológico progresso atômico de olhos fechados. A bomba hironaga da engenharia engoliu a peãozada e como tira-gosto, caminhões e guindastes.
1937-2007, são 70 anos de Guernica, e 7 x 70 são quase 500 anos de políticos guernicas tupiniquins, cupins corroendo a estrutura óssea do cotidiano brasilãno. São tamanduás chupando os crânios de crianças carvoeiras e as carótidas de escravos em fazendas de políticos latifundiários de votos. Picasso tinha culhão e em seis semanas pintou Guernica. A morosidade da brava gente brasileira, longe vá, temor servil, pincela o nosso quadro social exposto na galeria IDH globalizada. Será que as bandeirinhas de Di Cavalcanti ornam nosso instinto carnavalesco, infantil, na pureza ludopédica ?
O bombardeio das favelas cariôcas, tanto pelo armamento pesado a ouro branco dos organizados malandros, quanto pela artilharia pesada à pena dos desorganizados otários pms é refletido pela Escola de Frankfurt, tão admirada por Darcy Ribeiro, scholar de tempo integral nos brizolões. Foi lá, no Morro do Alemão de Berlim que Habermas e sua troupe desvendou o crime organizado da alienação cultural da sociedade de consumo da droga política.
Em 1937 Picasso, aumentativo de pincel, já derramava tinta na arcada dentária banguela – na interpretação antropomusical de Caê Levi-Strauss - de balas perdidas das favelas do Rio de Janeiro a Dezembro. Premonição de que Guernica, cidade homônima, era bala de borracha com seus 1.654 mortos e 889 feridos, população de 7.000 habitantes, uma guerra nanica, e o Rio tinha a proporção de sua tela, 3,5m de altura por 7,80m de largura. Esse é o tamanho do buraco do Rio de Janeiro continua lindo, quer queiramos e queremos sim.
Nos matizes da tela picassiana e no imaginário deste cronista, um facão está enterrado entre os chifres de uma vaca, bufando com o sangue escorrendo olhos abaixo, babando saliva de indignação, e, de repente, ela irrompe a sala da Comissão de Ética do Senado Federal. Atônitos, perplexos, todos ficaram, lógico, menos os latifundiários daquele hectário forrado de estrume regimental e cercado por alíneas e parágrafos farpados. O presidente Rena Cangaceiros acalmou a todos e sorriu o riso misterioso de cara mona lisa. Melou o dedo sobre o sangue do belzebu e solenizou que tinha sangue azul e por isso não descolava o rabo bovino da cadeira senatorial.
Formigas mecânicas cavavam o túnel do tempo rumo ao Japão no oco da terra, pois o progresso desvairado da paulicéia desvairada quer alcançar os circuitos eletrônicos do sol poente, quer rasgar os olhos da terra custe o que afundar a caixa craniana da última camada de solo. O metrô repleto de autoridades descarrilou, mas todos 'sartaram' e a manezada tatu é que pagou o patológico progresso atômico de olhos fechados. A bomba hironaga da engenharia engoliu a peãozada e como tira-gosto, caminhões e guindastes.
1937-2007, são 70 anos de Guernica, e 7 x 70 são quase 500 anos de políticos guernicas tupiniquins, cupins corroendo a estrutura óssea do cotidiano brasilãno. São tamanduás chupando os crânios de crianças carvoeiras e as carótidas de escravos em fazendas de políticos latifundiários de votos. Picasso tinha culhão e em seis semanas pintou Guernica. A morosidade da brava gente brasileira, longe vá, temor servil, pincela o nosso quadro social exposto na galeria IDH globalizada. Será que as bandeirinhas de Di Cavalcanti ornam nosso instinto carnavalesco, infantil, na pureza ludopédica ?
Abril de 1937. A aviação alemã bombardeia Guernica, destino artístico na simbologia da luta pela liberdade. Julho de 2007 a TAM, e pouco meses antes a GOL, com artilharia pesada de lucro fácil em conluio com a anac de araque – nem no Iraque em seus piores dias! - bombardeiam a moral brasileira carbonizando o discurso da ex-esquerda de plantão, e ninguém sabe quando o féretro partirá, esfacelando a mão súplica ‘estendida feia e morta’ das ruas para que parem de guernicar com tanta cinza e pus...