Sintonizo a internet e vi, vim e venci Bento XVI x 0 chegando aos States. Abri as cortinas das windows e dei um peteleco no ombro do Papa e a milhares de quilômetros de cables coxiais Bentinho se jogou ao solo fértil mecanizado norte-americano e acabou kissing os sapatos de Bush sem querer. Inevitável a manchete do New York Times com foto de página inteira do santo-homem, mas homem, osculando o brilho do sapato de Bush feito em indústria brasileira que deu pé. O brilho era tão forte que rutilou as metralhadoras de proteção ao cortejo papal, metralhadoras usadas e fuzarcadas em carnes humanas iraquianas. Já erguido, Bento recebeu o beija-mão do papa das guerras, Bush, O Grande, que argumentou ao santíssimo, mas homem, a relevância da proteção ao petróleo iraquiano tanto quanto a da igreja aos padres pedófilos. A sinceridade do homem-guerra, mas animal, tocou os sentimentos cristãos do representante de Pedro, mas homem. Doeu a alma de Bento e a lama de Bush. O império vaticano da fé é afetado com os milhões de dólares pagos aos molestados infantes u.s.as e o império americano é abalado com a baixa do dólar e o suposto início de recessão na fé ao capitalismo norte-americano. O mercado da fé versus a fé no mercado andam a beber no calix bento xvi vinho da safra de petróleo a ditar interesses intrínsecos da Santa Sé S.A., a verdadeira Casa Branca do céu mercantilista de fé no lucro. Na tradicional conservadora missa campal, Bento XVI ergue a hóstia consagrada e balbucia reflexões quando, voando, Mike Jordan surrupia a hóstia redonda e branca e sai com ela quicando e a enterra na cesta a rodar entre os fiéis a doarem seus dízimos para dizimar pecados em dólares. Em sua homilia o Papa fez uma reflexão espiritual sobre o próximo pleito eleitoral: um negro ou uma loira, quem fará o corte histórico? Pelo conservadorismo do patrimônio americano do norte pelos latinos do sul e centro, a lavarem latrinas e servirem pizzas, segundo as gallopadas do instituto de pesquisa, nem um nem outro, e sim, o outro é que representará o conservadorismo às portas de uma recessão e os trilhões de dólares injetados sem air bag na guerra iraquiana. Também na missa estava Ispílbergue a espiar com câmeras a visita papai do céu e aplicou um efeito: um sopro angelical surgiu de debaixo do altar levantando a batina de Bento que rapidamente levou as mãos a aparar a saia de Mérilin Mônroi. Sorriu amarelado mais com a piada de Úde Álem, de corpo presente, que com a nudez religiosa. De resquício, no altar a bíblia aberta folheou-se rapidamente e o papa começou a ler não uma parábola do paraibola (palavra inexistente) e sim uma página de Misto Quente de Bukowski para arrepio dos religiosos ciosos. Um erro de cálculo de Ispílbergue pois a leitura seria de uma página de O Apanhador no Campo de Centeio de Jerome David Salinger relegando os apóstolos beatniks ao doce inferno. Para render uma bilheteria sacrossanta aparece uma águia em vôo rasante e pesca - em câmera lenta - a boina papal, desnudando o cérebro da igreja universal e dignificando a principal cena cinematográfica de Roliúde milhões de dólares pecaminosos mundo afora. Vendo os fiéis se vendo em telões Bento os acalma com a frase de efeito dita em inglês e espanhol: ‘se Deus um dia vier à terra, eu vos prometo, Ele beberá coca-cola’. Foi ovacionado com o pedido da multidão campal: ‘ora-pro-nóbis!’. Fazia sentido o pedido, a qualquer momento um jovem estudante, que nunca ouviu ‘coração-de-estudante’, poderia adentrar o altar empunhando uma metralhadora de uso exclusivo dos traficantes do Morro do Boréu julgando que aquilo era o símbolo da cruz e metralhar a indumentária psicológica cristã de todos ali presentes, pois os corpos seriam puramente coadjuvantes da sociedade de consumo. A lógica imberbe de Tio Sam é que a morte é um encontro consigo e que não se lamentem os mortos: eles sabem o que fazem. Não entendi bulhufas mas achei freudiano
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domingo, abril 27, 2008
domingo, abril 13, 2008
O espetáculo da morte
Tá lá um corpo infantil estendido na grama do jardim sem fim de tanta notícia fantástica na televisão, no jornal, no rádio a preços elevados nos intervalos comerciais; enlevado no boteco, no sofá, na mesa de café-almoço-janta; Isabela, bela, bole com os sentimentos de todos insuflados pela guerra de audiência midiática, pela guerrilha urbana do acordar cedo, beijinho nas crianças sonolentas, remelentas, café na xícara por terminar, manteiga mal passada, braço atrasado estendido por um táxi, ônibus, metrô; a bala perdida encontrada na psique do cara, do cidadão com mais de dez milhões de cidadãos; a cena do crime reconstituída na sala de casa com as crianças acompanhando a perícia via tv digital, milimetricamente comprovado um pinguinho de tinta vermelha sanguinária, som digital do baque da infante no tapete de grama do parquinho marcado para morrer; entrevistas do delegado sedento por um 3x4 em horário nobre televisivo do campeão de audiências na aldeia global, ao vivo a morte; do advogado imberbe, pomposo, gomalina espelhando o juvenil jurídico; o ministério público com pompa de privado; o médico, o vizinho, o pedreiro, o bombeiro como coadjuvantes em falas diretas para as câmeras no melhor ângulo exigido pelo diretor; a naturalidade das mil câmeras big brother; do roteiro da futura fita Linha 147; quem matou a menina, quem matou a criança, foi o mundo imundo?; as fotos da menina quando viva, sorriso natural agora imagem do espetáculo lúgubre; no dia de finados a romaria pelo milagre Ana Lídia, marca registrada, a cura de mazelas provocada por um roteiro bem estruturado pelo teclado gilberto braguiano, aguinaldo silvano de programa especial, um ano da queda para o alto; a mamãe natural de Isabela, linda, aberta aos microfones e câmeras, falante, compungida, equilibrada, deus me livre, cruz credo, mas os carniceiros da linguagem visual pós-moderna pós-morte, rondando os sentimentos da mamãe por uma capa de playboy; nu frontal, fundo trágico da publicidade; é a sociedade do consumo e da consumação; no noticiário das sete, doze, vinte e vinte e quatro o foco nacional isabeletiano; Lelê, minha filha, nove anos: ‘já tá me dando agonia’; eu: ‘haja saco, o excesso está me pedrando’; vi na feira-livre a discussão jurídica no caldo de cana com cubos de gelo de sangue coagulado, com pastel, entre comadres; o coágulo das notícias e-impressas, e-notícias, e-tvs, ê-vidão clamoroso por tragédias; o orgasmo interpretativo psicologista no pé do balcão do boteco imundo do crime idem e as filigranas da tecnalidade juridiquês nas mesas do lê français, do carpem diem, do tarantino, todos embrulhados em papel laminado a irem ao forno da epidemiologia da informação; na banca de jornais as manchetes estrangulam meus olhos, recebo o troco do jornaleiro, paguei com uma nota de vinte mil léguas submarinas onde gostaria de estar; no rádio do carro em primeira demão a notícia de que o pai e a madrasta estão livres, encarcerados pela imprensa e os olhos dos telespectadores a chupar as carótidas do “Estado democrático de direito” que concedeu hábeas corpus, mas para o povaréu isso é o Estado ditatorial de esquerda do PT. Os dois saíram e à imprensa cabe fazer um exame de corpo de delito na ABI – Instituto Médico Legal para analisar se o espetáculo enlutado, enlatado está na medida certa ou se trata da naturalidade da geléia geral do século da informação com um gran finale da indústria cultural a faturar a fartura em ‘o caso Isabela’ em livro, filme, teatro, gibi, novela tv, cdrom, e-album fotografias... Milhões de mortes em vias terrestres buracocratizadas não merecem as vitrines das folhas e telas de corações e sentimentos de um povo heróico bom de memórias póstumas de isabelas cubas; Isabela está no céu, de celular celestial a falar com mamãe que seu brinquedo upa-upa cavalinho caiu e quebrou angelicalmente. Não chore, mamãe-pátria, na esquina a curvatura óssea do próximo anjinho sentimentalizará a todos.
quarta-feira, abril 09, 2008
A célula no tronco da igreja
A Igreja Católica, Apostólica, Romana, e Milana com o ataque furioso de Kaká em Renascer contra as células tronco mostra seu espírito de porco contra a evolução científica e tecnológica a desenvolver a resolução de muitas mazelas humanas. Cadeirantes imploram que o Papa, de sua cadeira, da catedral de seu conservadorismo, pare de impingir maldições evangélicas. Edir Macedo da Macedônia, não entende a resistência do papo papal, mesmo porque, qualquer que seja sua posição espiritual, Didi Macedônico será seu antagônico na disputa da sacola a rodar o dízimo com quem andas que te direi quem não és, pois a evangelização material do Banco Bozano e do império Romano Universal Di da Macedônia está preocupada com as reservas cambiais santificadas com a baixa do dólar ladeira abaixo. Esse papo de que o papa é pop é doutrinação pet três litros. Engarrafa-se as palavras consagradas pela coca-cola num desenho ondulado lógico e plástico e não se deduz o verdadeiro sentido cristão do embrião humano. Preso no tronco ipê da história a igreja católica e a Internazionalle jogam o jogo duro, tiram a caixa de ferramentas e querem dar um carrinho nos ministros do STF. Os deuses magistrais doutrinais do olimpo STF aceitaram a espada da justiça no peito das capas pretas espetada pela mão do zorro católico. A Cúria não quer a cura para se aposentar as muletas e cadeiras de rodas, quer calar a boca de todos com a hóstia na boca, ‘Deus na boca do céu, no céu da boca. Com Deus de trigo na boca, pelo sinal de salvação de nossos pecados, tão variados, tão revoltados que não permitem sorver em paz a quinta-essência’ (drhumanianas) da pós-modernidade científica, da brancura do jaleco do doutor do físico que suscitará a brancura divina de uma vida terrena. A célula mourão estará na estaca zero por causa dos cartolas do Fluminense e do São Paulo Apóstolo Futebol Clube, as duas elites do futebol católico maior do mundo? O manto sagrado da galera católica, apostólica, evangélica e espírita do Fla tem que orar uníssono no Maraca. Ninguém, em sã consciência, quer ficar de maca na clausura dos retiros espirituais de Madre Teresa de Calcular o prejuízo no caso de uma derrota no STF. Vamos orar pelos que destravaram muitas colunas humanas, curou perebas mil, como Frei Damião, o Papa do nordeste, Padim Ciço, o rei do cangaço cristão, da chamada ala PC do B – Pecadores Cristãos Bons - homens muito vivos de fé, que vivos fossem estariam de pé do lado dos que defendem o tronco, o mourão, a cerca dos desvalidos, dos entravados. Os Ministros celestiais travarão a peleja com os Ministros terrenos, desfiando o rosário jurídico cinco parágrafos e um artigo, cinco ave-marias e um pai nosso. Para os primeiros, a besta do apocalipse se anuncia com a banda Calipso tocando forró sacana, matando a tradição do forró pé de serra de Luiz Gonzaga, Januário e Jackson do Pandeiro e para os segundos finais de muita gente a pedir urgência no fio bambo umbilical. As trombetas dos anjos voadores, mesmo com a recente crise aérea, anunciam a peleja da fé x a ciência; da mão sob a bíblia e a oração na voz retumbante de Cid Moreira x o braço estendido sob o código penal e sua oratória travada de juridquês, por si só merecedora de um bisturi para extirpar sua linguagem travosa; a biologia x a teologia; a evolução x as escrituras; a combustão da dúvida e da razão da ciência x o motor da crença espiritual; o time dos doze apóstolos tendo Jesus como técnico, ou melhor, como professor x a seleção natural capitaneada por Darwin fazendo retranca na zaga até o futebol moleque e linguarudo de Eistein; O Vaticano x Oxford; a vela x proveta; as passagens metafóricas da bíblia x o CID – código internacional de doenças; o jaleco x a batina; a mesa de operação x o altar; o isso x aquilo, etc. Se dependesse da igreja não existiriam o átomo, o zero e o pára-raio que o parta.
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