A Olémanha é capa nos impressos, pixels, bytes, hetz, e, principalmente, nos copos de cevada mundo afora. Dentro das quatro linhas vinte e dois marmanjos costurando a trajetória de uma esfera. São feras que se comem, em nome de uma confraternização quadrianual. São trinta e dois finalistas que esmagaram seus adversários continentais. São beligerantes amantes do foot. Para algumas pessoas algo fútil, para outras, relevância de mão cheia. Tecem a história futebolística organizados em trinta e duas seleções prontas para chutar, dar caneladas, empurrar, derrubar, puxar, chingar, cuspir... e ofender a mãe do capa preta, sob aplausos de uma multidão que acredita sentir espetáculo, oráculo, arte até em marte, genialidade. Cada peleja de o diabo e o bom deus tem noventa minutos.
O organizador desse décimo oitavo congresso é a Organização das Nações Unidas – FIFA. Está mais para fifi, cãozinho de madame que não morde e nem ladra no gramado geopolítico globalizado. Com os cofres saindo pelo juiz ladrão de dólares, neste certame Fifi gastará 700 milhões de dólares, mas lucrará e lacrará para seus cofres, apenas com as transmissões para TVs, 1,7 bilhão de dólares. Para onde escoa esse valériogol? Logo, logo, o PFL e o PSDB, paladinos imorais da ética, irão solicitar uma CPI internacional. Blatter, presidente da FIFI, se deblaterá pelos escanteios.
Desde 1930 essa religião dos deuses dos pés é Copa celestial, espelhada como momento democrático midiático.
A cada cópula a ótica das táticas, as estratégias extras, os esquemas, firulas, gandulas, gous, gois, golos (escolham o melhor plural ou inventem outro) são manchetes e discussões. O Brasil, da escola sulamericana, inventa quadrado samba mágico, espatifado por uma varinha croaciana, e, Reinaldinho Gaúcho até agora não chutou a que veio, ou vai embora. A Alemanha, escola de frankfurt, não demonstrou a filosofia técnica de Klismann Habermas, eis atacante teórico que encantou a torcida universitária pós muro de Berlim. Pra mim, pra muitos, é possível futebolizar em alemão.
A Argentina estilhaçou seis espelhos nos servos do monte deu branco, ou vexame, que ficaram a ver três tristes tigres. Borges nada entendia das quatro linhas. Entediava-se com futebol. A decepção francesa, até o momento, demonstra que o existencialismo de Ânri e Zizi está confinado ao saudosismo ôntico de Jean-Paul Platini. Desde a última cópula lá onde o sol nasce, a francesada só quer água e sombra fresca nos cafés parisienses.
Portugal buscou Feli Pão, que demonstrou conhecer de pradaria. Os resultados estão fermentando os portugas que não chegavam às oitavas-de-final muito antes do salazarismo. A Espanha espanou Ocrânio de lavada. 4 x 0. Com justiça, despreza o franquismo. Atuação franca pelos flancos.
Modelo de marketing desde a década de setenta, a decadência da vaca holandesa está sempre no pasto a chupar laranja. Em seu Diário de um Sedutor o técnico da Olanda, Olinda, Ólenda!, Van Basta!, culpa Quíiqgárden pelo insucesso na obtenção de um caneco. O manual da mecânica do time é hermenêutico, propedêutico.
E a Inglaterra, vai por terra ou se consagra de vez, em quando! Béquerram, futebolista transgênico, desfila pelos zagueiros rúligans o último modelito na revista Manequim. Pelo andar da carruagem da rainha Elizabeth, o ball england foot não passará do chá das cinco.
Resta saber qual país africano comporá o xadrez lordótico das oitavas de final de semana. Desprezado política, econômica e socialmente, os descendentes de quilombolas - quibola Gana está jogando! - demonstram ginga para furar o cerco da elite mundial do futebol.
Edups. 19/6/06
O organizador desse décimo oitavo congresso é a Organização das Nações Unidas – FIFA. Está mais para fifi, cãozinho de madame que não morde e nem ladra no gramado geopolítico globalizado. Com os cofres saindo pelo juiz ladrão de dólares, neste certame Fifi gastará 700 milhões de dólares, mas lucrará e lacrará para seus cofres, apenas com as transmissões para TVs, 1,7 bilhão de dólares. Para onde escoa esse valériogol? Logo, logo, o PFL e o PSDB, paladinos imorais da ética, irão solicitar uma CPI internacional. Blatter, presidente da FIFI, se deblaterá pelos escanteios.
Desde 1930 essa religião dos deuses dos pés é Copa celestial, espelhada como momento democrático midiático.
A cada cópula a ótica das táticas, as estratégias extras, os esquemas, firulas, gandulas, gous, gois, golos (escolham o melhor plural ou inventem outro) são manchetes e discussões. O Brasil, da escola sulamericana, inventa quadrado samba mágico, espatifado por uma varinha croaciana, e, Reinaldinho Gaúcho até agora não chutou a que veio, ou vai embora. A Alemanha, escola de frankfurt, não demonstrou a filosofia técnica de Klismann Habermas, eis atacante teórico que encantou a torcida universitária pós muro de Berlim. Pra mim, pra muitos, é possível futebolizar em alemão.
A Argentina estilhaçou seis espelhos nos servos do monte deu branco, ou vexame, que ficaram a ver três tristes tigres. Borges nada entendia das quatro linhas. Entediava-se com futebol. A decepção francesa, até o momento, demonstra que o existencialismo de Ânri e Zizi está confinado ao saudosismo ôntico de Jean-Paul Platini. Desde a última cópula lá onde o sol nasce, a francesada só quer água e sombra fresca nos cafés parisienses.
Portugal buscou Feli Pão, que demonstrou conhecer de pradaria. Os resultados estão fermentando os portugas que não chegavam às oitavas-de-final muito antes do salazarismo. A Espanha espanou Ocrânio de lavada. 4 x 0. Com justiça, despreza o franquismo. Atuação franca pelos flancos.
Modelo de marketing desde a década de setenta, a decadência da vaca holandesa está sempre no pasto a chupar laranja. Em seu Diário de um Sedutor o técnico da Olanda, Olinda, Ólenda!, Van Basta!, culpa Quíiqgárden pelo insucesso na obtenção de um caneco. O manual da mecânica do time é hermenêutico, propedêutico.
E a Inglaterra, vai por terra ou se consagra de vez, em quando! Béquerram, futebolista transgênico, desfila pelos zagueiros rúligans o último modelito na revista Manequim. Pelo andar da carruagem da rainha Elizabeth, o ball england foot não passará do chá das cinco.
Resta saber qual país africano comporá o xadrez lordótico das oitavas de final de semana. Desprezado política, econômica e socialmente, os descendentes de quilombolas - quibola Gana está jogando! - demonstram ginga para furar o cerco da elite mundial do futebol.
Edups. 19/6/06