Dei um caratê num adjetivo polêmico e jorrou vaidades pra tudo quanto é mente vaidosa. Até que ponto pontuo meu analfabetismo semântico impresso junto ao meu analfabytismo wikipédia. Meu quaderno jamais será triangular, suas linhas paralelas confrontam com as sem linhas do monitor pc. Passei muito cerol na linha do tempo para monitorar as trezentas e sessenta e cinco linhas do tempo vital. As quinhentas e vinte e cinco linhas da telinha tele avisam, e na proximidade também, que o tempo é purpurina na linguagem das novelas, velas ao vento, frescor de um passatempo a fenecer no horizonte, no altar do alto mar.
Com um mouse sem fio aponto a ponta de meu lápis que me aponta para a modernidade. Meu vô puxava canivete e afiava o analfabetismo sábio da caneta-enxada. Rasgava o solo em corte epistemológico matutês corroborado pela sapiência dos acadêmicos. Não havia contradição nisso não, havia tradição. Um cavalo puxava o arado a escrever em linhas tortas as sementes que germinariam a hóstia consagrada do pão de cada dia. A escadaria do tempo alcançou em nossas mãos a ótica da óptica eletrônica.
O wireless é neto da caneta, e, móri lésse vamos nos entendendo. Alfa foi a primeira letra, beta a segunda, e assim a corrida contra o tempo nas tabuletas transcritas na realidade do sânscrito ao sonho do esperanto, vivíssimo na prática dos sonhadores, morto na visão do pole position econômico de plantão.
A monocultura agrícola semeia tratores e silos no agronegócio, e a monocultura da indústria cultural semeia standards. Um quilo de música transgênica daqui, uma arroba televisiva com agrotóxico dali, um hectare de literatura de auto-ajuda dacolá, conflitam com os clássicos desprovidos de agrotóxicos. In natura o tempo dá tempo ao tempo, mas a pós-modernidade exige abcedário fugaz, fórmula um, corrida contra o tempo que pode causar contratempo na curva tamburelo.
O papa era pop, o papo agora é a agilidade da biblioteca wwwikipedia de Alexandria, o xamã intelectual que cabe na palmtop de minha mão. O relevante agora é a informação e não o meio. Pra quem lê tanta notícia pode se afogar no espaço sideral da internet e se internar porque perdeu o rumo da bússola digital. O cyber é um moto-contínuo acelerado em mais de quinhentas cilindradas. O velocípede é a válvula dos que não se alfabytizaram e que preferem o silêncio dos desplugados.
O adubo que vem do vale do silício é composto orgânico de bits e bytes, e nem deus, que é de pernas tortas, ou melhor, que escreve torto, digo, que é certo de tortas linhas – desculpe, caro leitor, meu personal trainer computer deu pau – não consegue ler a bola de cristal líqüido em estado sólido da informação, segundo a qual o filósofo enciclopedista Diderot derreou telepaticamente e acredita que a internet tem arquitetura de conhecimento perecível.
Agrego o mundo fantástico da internet ao meu grego e latim não estudados e, para mim o homem plástico esta aí para dar nó na imaginação e beber da queda da torre de babel que foi amparada pela net. A internet chegou calculadamente no cume e no caule do céu e é o idioma técnico universal.
A cultura das feiras livres magnetizou-se no software livre. A linha evolutiva do hiperlink, hipermídia, hipertexto desembocará na web semântica, onde software e usuário trabalharão de forma cooperativa. Interação é a palavra chave das mídias, o caldeirão cibernético que ferverá tv, pc, cd, dvd, cd-rom, cd-r, cd-e, dvi, cdf, pqp, etc, gerando adjetivos e exclamações inquebrantáveis até por golpe de caratê, e jorrando vaidades plásticas.
Com um mouse sem fio aponto a ponta de meu lápis que me aponta para a modernidade. Meu vô puxava canivete e afiava o analfabetismo sábio da caneta-enxada. Rasgava o solo em corte epistemológico matutês corroborado pela sapiência dos acadêmicos. Não havia contradição nisso não, havia tradição. Um cavalo puxava o arado a escrever em linhas tortas as sementes que germinariam a hóstia consagrada do pão de cada dia. A escadaria do tempo alcançou em nossas mãos a ótica da óptica eletrônica.
O wireless é neto da caneta, e, móri lésse vamos nos entendendo. Alfa foi a primeira letra, beta a segunda, e assim a corrida contra o tempo nas tabuletas transcritas na realidade do sânscrito ao sonho do esperanto, vivíssimo na prática dos sonhadores, morto na visão do pole position econômico de plantão.
A monocultura agrícola semeia tratores e silos no agronegócio, e a monocultura da indústria cultural semeia standards. Um quilo de música transgênica daqui, uma arroba televisiva com agrotóxico dali, um hectare de literatura de auto-ajuda dacolá, conflitam com os clássicos desprovidos de agrotóxicos. In natura o tempo dá tempo ao tempo, mas a pós-modernidade exige abcedário fugaz, fórmula um, corrida contra o tempo que pode causar contratempo na curva tamburelo.
O papa era pop, o papo agora é a agilidade da biblioteca wwwikipedia de Alexandria, o xamã intelectual que cabe na palmtop de minha mão. O relevante agora é a informação e não o meio. Pra quem lê tanta notícia pode se afogar no espaço sideral da internet e se internar porque perdeu o rumo da bússola digital. O cyber é um moto-contínuo acelerado em mais de quinhentas cilindradas. O velocípede é a válvula dos que não se alfabytizaram e que preferem o silêncio dos desplugados.
O adubo que vem do vale do silício é composto orgânico de bits e bytes, e nem deus, que é de pernas tortas, ou melhor, que escreve torto, digo, que é certo de tortas linhas – desculpe, caro leitor, meu personal trainer computer deu pau – não consegue ler a bola de cristal líqüido em estado sólido da informação, segundo a qual o filósofo enciclopedista Diderot derreou telepaticamente e acredita que a internet tem arquitetura de conhecimento perecível.
Agrego o mundo fantástico da internet ao meu grego e latim não estudados e, para mim o homem plástico esta aí para dar nó na imaginação e beber da queda da torre de babel que foi amparada pela net. A internet chegou calculadamente no cume e no caule do céu e é o idioma técnico universal.
A cultura das feiras livres magnetizou-se no software livre. A linha evolutiva do hiperlink, hipermídia, hipertexto desembocará na web semântica, onde software e usuário trabalharão de forma cooperativa. Interação é a palavra chave das mídias, o caldeirão cibernético que ferverá tv, pc, cd, dvd, cd-rom, cd-r, cd-e, dvi, cdf, pqp, etc, gerando adjetivos e exclamações inquebrantáveis até por golpe de caratê, e jorrando vaidades plásticas.
4 comentários:
Achei este o seu melhor artigo até agora...Mas com um leve tom de saudosismo retrô e meio anacrônico, que até pega bem nos dias atuais e sua enorme miscelânea de caldos culturais. Assisto à série Heroes na TV, e são inúmeras as referências à clássica Star Trek, dos anos 60...Como não se cria mais nada, a febre nos cinemas são os ''revivals'' de sucessos do passado... Mas, para quem torce para o Vasco da Gama, ser saudosista é mais do que um mero esporte!
Caro Alcnol. O Vasco é o caldo cultural do futebol brasileiro. A negritude histórica vascaína ilumina-o. O Vasco é um revival, vivo, viva a vaia, vá Vasco!
Times como Vasco e Corínthians só existem para roubar pontos dos adversários incautos...Time que perde pontos para qualquer um destes dois não pode aspirar grande coisa...Um jornalista daqui, Flávio Prado, ousou dizer há uns dias que o Botafogo era um ''cavalo paraguaio''. O tempo mostrou o quanto ele tinha razão!
PS: Viva a modernidade. Viva o IPOD e o EMAIL!!!
Viva!
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